terça-feira, 29 de maio de 2012

Tradição do Rock em Caxias


The Bats, uma das primeiras bandas de rock de Caxias, com estilo Beatles.
Tradição roqueira em Caxias.

Falar de poetas do passado de Caxias, todo mundo fala. Mas, é bom lembrar que essa coisa de Rock n' Roll também não é lá uma novidade por aqui. Se é (novidade), é porque o rock sempre se renova, se reinventa e rejuvenesce.

Mas o rock n'roll também tem e respeita sua tradição. Todos nós prestamos reverência aos vovôs AC/DC, Black Sabbath, Deep Purple, Pink Floyd, Led Zeppelin e por aí vai. E aqui, em Caxias, o rock também tem a sua história. Desde os anos 70 que a galera vem fazendo um bom barulho por aqui, zumbido de besouro dos melhores.

A imagem aí em cima é da banda The Bats, que, inspirada pelos Beatles, já fazia a galera pirar por aqui 40 anos atrás. Infelizmente, não temos registros sonoros da banda, mas dá pra imaginar a energia e a pegada desses roqueiros do sertão.

 O encontro da Velha Guarda Caxiense é um evento em comemoração à amizade, às voltas que a vida dá e ao amor à juventude. É o relembrar e o encenar novamente essa época dourada. Acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de julho. E a banda Radio Rock Cafe já está confirmada para tocar no segundo dia do encontro, na Praça Gonçalves Dias. Será um belo evento.

Já está confirmada a presença da banda Radio Rock Cafe

sábado, 12 de maio de 2012

Carnaval


Festa de loucos
Loucos varridos
Onde tudo é permitido.

Festa profana
Travestida de fofão
De rua, de praça,
União de toda raça
Festa de pé no chão.

Plumas e paetês
Confete, serpentina
Máscara, carapuça
Festa de marchinha
Onde a vida fica avulsa.

Carnaval! Festa do Rei Momo
Do luxo ao molambo
Festa de princesa
Trono de Rainha
Ao som da furiosa
Eu vou na tua,
Tu vais na minha.


Ana Rosário.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Meu torrão


Caxias!
Tu és minha
Rainha
Meu traço da história
Linha
Laço
Frasco de memória
Água da minha sede
Varanda onde armo minha rede
Casa sagrada
Pátria amada
Terra mãe do “Gonçalves”
O “Dias”
Caxias!
Meu sonho de valsa
Minha dança de salão
Anel do meu dedo
Pescoço do meu cordão
Meu vento de sossego
Contas do meu rosário
Relicário
Minha oração
Caxias!
Peito de muitos filhos
Leite dos enjeitados
Minha vida, meu torrão.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

The Fevers já confirmou presença. Confirme a sua! Inclua seu nome nesta lista!

  • Glorinha
  • Cafu
  • Neuzilane
  • Ayme
  • Marcia Assunção
  • Francisco Joaquim (BSB)
  • Antônio Francisco
  • Graça Tasmo (Leitão)
  • Ludce Machado
  • Luiza Leitão
  • Bernadeth Medeiros
  • Juraci Marinho
  • Elisa Torres
  • Rosario Torres
  • Reinaldo Silva (Brasília)
  • José Iran
  • Milton Kos
  • Cascaria
  • José Filho Corrêa
  • Sillas Jr.
  • Renato Meneses
  • Kátia Gonçalves Meneses
  • Wybson
  • Catulé
  • Mocó
  • Antônio Brandão
  • Lucilne Machado Brandão
  • Pedro Sabiá
  • Wilton Lobo
  • Vera Lobo
  • Aline Albuquerque
  • Belenice Machado
  • Cleude Machado
  • Edjane Machado
  • Fátima Machado Gonçalves
  • Manoel Torres
  • Rogério Torres
  • Neemias Negreiro
  • Cafinfa
  • Ana Telma Carvalho Pereira
  • Teresa Cristina Pereira
  • Mary Felisberto
  • Oseneide Carvalho
  • Corina Torres
  • Vera Lucia Teixeira de Araujo
  • Antonio Moura e Esposa
  • Rozilda Coutinho
  • Ody Ferreira Lima
  • Gercina Torres
  • Maria de Fatima Peres de Abreu Bastos
  • Maria Aparecidsa Peres de Abreu
  • Marcia Carvalho
  • Luiz Alberto Gomes
  • Raimunda Barros
  • Alzira Moura
  • Aldenir Vilanova
  • Jose |Emilio Castro
  • Maria Angelica
  • Iris Pereira
  • Marcia Assunção
  • Francisco Joaquim de Sousa Neto
  • Luis Santos
  • Jose Raimundo Carvalho
Faça o depósito de suas parcelas em:
Conta: 043391-8
Agência: 0124-4
Variação: 01
Poupança.
Banco do Brasil
Em nome de: Sillas Marques Serra Jr. (presidente) e Rosário Torres (tesoureira).

No bar do Cantarelli


Aqui nesse lugar de todos nós
A vida não passa
Nem as horas passam por nós
Somos velhos amigos
Vivendo relembranças
Que entre um gole e outro
Nos enche de esperança
Alegrias perdidas
Reencontradas nesta esquina da vida.


(Para o amigo Canterelli e seu Bar de todos nós).


Ana Rosário.

Poema de Ana Rosário


Era um misto de alegria e de loucura
De festa, folia e amizade.
Aquela doce criatura
Companheiro de outrora
Amigo da cidade
Homem bom
Dos derradeiros
Foi embora!
Saudades!
Do meu amigo Zé Medeiros!


(ao amigo Zé Medeiros, que se foi precocemente, deixando saudades na gente).

Ana Rosário

Faça suas reservas

Abaixo, lista com alguns hotéis de Caxias e seus respectivos telefones. Prepare-se, a festa está chegando.


Hotel Eldorado (99) 3421-2891
Hotel Alecrim (99) 3521-2600
Excelsior Hotel (99) 3521-3615
Plaza Hotel (99) 3521-3852
Hotel Veneza (99) 3421-4540
Pousada Veneza (99) 3521-1281
Pousada Oásis (99) 3421-7606
Hospedagem da Paz (99) 3521-4336
Pousada Pôr do Sol (99) 3421-6477

quinta-feira, 26 de abril de 2012

CAXIAS



por Wibson Carvalho

A história de Caxias começa, no século XVII, com o Movimento de Entradas e Bandeiras ao interior maranhense, para o reconhecimento e ocupação das terras às margens do Rio Itapecuru, durante a invasão francesa no Maranhão, principalmente, com o trabalho valoroso dos missionários religiosos em busca de almas para a fé cristã.

  O local onde se acha situada a bela cidade de Caxias foi, primitivamente, um agregado de grandes aldeias dos índios Timbiras e Gamelas que conviviam pacificamente com os franceses. Porém, com a expulsão dos franceses do Maranhão, em 1615, os portugueses reduziram tais aldeias à condição de subjugadas e venderam suas populações, como escravos, ao povo de São Luís.   
   
 Várias denominações foram impostas ao lugar, dentre as quais: Guanaré - denominação indígena -, São José das Aldeias Altas, Freguesia das Aldeias Altas, Arraial das Aldeias Altas, Vila de Caxias e, finalmente, através da Lei Provincial, número 24, datada de 05 de julho de 1836, fora elevado à categoria de cidade com a denominação de Caxias. É bom lembrar que, ao contrário do que muita gente pensa, o nome Caxias não se atribui a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro. Ele, sim, recebeu o título Barão de Caxias, por ter sufocado a maior revolução social existente no Estado do Maranhão: a Balaiada. A cidade de Caxias foi palco da última batalha do movimento. Posteriormente, já em terras do Rio de Janeiro, o Barão de Caxias foi condecorado, novamente, com o título de Duque de Caxias.

Geralmente quando os portugueses criavam, num lugar, uma Vila, mudavam-lhe o nome, às vezes criando uma homônima do Reino nas Colônias. Inicialmente, a grafia “Cachias” viera de Portugal, que se refere a uma excelente Quinta Real que existia nos arredores de Lisboa perto de Oeiras (Portugal) outra bonita quinta do Márquez de Pombal, que era também residência real. Nessa área existia uma estação de caminho de ferro de Cascaes, onde cascaes é lugar que tem uma estação balneária, com água excelente e caldas térmicas muito procuradas para o tratamento de paralisias e reumatismo.

Situada na meso-região do leste maranhense e na micro-região do Itapecuru, Caxias tem uma área de 5.313.10 Km² dentre os 333.365,00 Km² do Estado e está a 365 quilômetros da capital do Maranhão, São Luis, e uma população de, aproximadamente, 156 mil habitantes. Geograficamente, em relação ao território nacional, o município de Caxias está localizado na região Nordeste do Brasil, Oeste do Norte Brasileiro e a Leste do Estado do Maranhão.

Delimitada, a atual área do município equivale somente a 45,45% da área original de 11.691 Km², antes das emancipações de Timon, Aldeias Altas, Coelho Neto, Codó, São João do Sóter. É limitada; ao norte pelos municípios de Codó, Aldeias Altas e Coelho Neto; ao sul pelos municípios de São João do Sóter, Governador Eugênio Barros, Parnarama, Matões, e Timon; ao leste pelo Estado do Piauí; a oeste pelos municípios de Buriti Bravo e Gonçalves Dias.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Canto ao Exílio em Caxias


 Em minha cidade havia palmeiras e canto de sabiás
                                        Nela, exalava o perfume dos jardins urbanos
Dela, se ouvia a linguagem singela do cotidiano
Com a minha cidade crescia a romântica pregação dos poetas

A inimizade humana passava por sobre ela
em nuvens sob eólica turbulência rumo a outras plagas,
para se derramar noutros cenários prenhes de social ganância

A ela, em minha infância, ouvi sinfonias nas horas iniciais
de um futuro desenhado com cores de abandono
Agora, que árvore dará abrigo a outros pássaros canoros,
para entoarem um canto de saudade?

Mas,

Sou um kármico pertencimento humano a ti
torrão exilado
quero para sempre te pertencer
grão de areia no teu chão sob um sol cáustico
barro escondido nas paredes da construção de tua eternidade
A ti
eis o que sou
Em ti
eis onde estou

E

quando a minha matéria inválida tombar

obediente à natureza cumprida

e imergir no teu barro...

Estórias de liberdade

serão tecidas sobre o ser

que não mais está cíclico ao meio...


Pois,


livre é o ser sem estar

e sido em sendo o verbo, ainda.